Troca de óleo: como escolher o óleo certo e não perder o prazo
O óleo é o que mantém o motor vivo. Ele lubrifica as peças que se movem em alta velocidade, ajuda a resfriar e carrega a sujeira até o filtro. Óleo vencido ou errado não costuma dar sinal imediato, mas cobra a conta depois, em desgaste e consumo. Aqui vai o que a gente explica para quem chega no balcão com dúvida.
O primeiro passo: o manual do veículo
Antes de qualquer coisa, consulte o manual do proprietário. Ele indica três informações que você precisa para comprar o óleo certo:
- A viscosidade, que aparece como dois números com um W no meio, por exemplo 5W30.
- A especificação de desempenho, uma sigla de norma técnica que o óleo precisa atender.
- A capacidade do cárter, ou seja, quantos litros o motor leva na troca.
Se não tiver o manual em mãos, traga o modelo, o ano e a motorização do veículo que a gente ajuda a conferir.
O que significa 5W30
O primeiro número, antes do W, indica como o óleo se comporta no frio: quanto menor, mais fácil ele circula na partida, quando o motor ainda está frio e o desgaste é maior. O segundo número indica a viscosidade na temperatura de trabalho do motor. Por isso, não troque a viscosidade recomendada por conta própria: motores modernos são projetados com folgas pensadas para um óleo específico.
Sintético, semissintético ou mineral
Os óleos sintéticos mantêm as propriedades por mais tempo, suportam temperaturas altas com mais estabilidade e protegem melhor na partida a frio. Muitos motores atuais já saem de fábrica pedindo esse tipo. O nosso óleo de motor sintético 5W30 atende quem tem essa recomendação no manual. Se o seu motor pede outro tipo, siga o manual.
Quando trocar
O prazo vem sempre em duas medidas: quilometragem ou tempo, o que acontecer primeiro. Quem roda pouco costuma esquecer disso. Mesmo parado, o óleo envelhece.
Fique atento também ao chamado uso severo, que costuma encurtar o prazo pela metade:
- trajetos curtos, em que o motor não chega a aquecer direito;
- trânsito pesado, com muito anda e para;
- estradas de terra ou com muita poeira;
- transporte frequente de carga ou reboque.
Boa parte dos motoristas de cidade se encaixa nesse perfil sem perceber.
Filtros junto com o óleo
O filtro de óleo deve ser trocado a cada troca de óleo; colocar óleo novo com filtro velho é desperdício. Aproveite a parada para olhar também o filtro de ar: se estiver escuro e cheio de poeira, o motor respira mal e gasta mais. O filtro de ar do motor é uma troca simples e barata que faz diferença.
Como conferir o nível entre as trocas
- Com o carro em lugar plano e o motor frio ou desligado há alguns minutos, puxe a vareta.
- Limpe, recoloque até o fim e puxe de novo.
- O nível deve estar entre as marcas de mínimo e máximo.
- Se estiver baixo, complete com o mesmo óleo. Consumo frequente merece avaliação de um mecânico.
Para enxergar bem a vareta e o motor, uma lanterna de inspeção LED ajuda muito, principalmente à noite ou na garagem.
Anote a data e a quilometragem de cada troca num adesivo ou no celular. É o jeito mais simples de nunca passar do prazo.
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